UM TEMPO ESTRANHO

Eu colho as pedras do caminho como se fossem uvas e bebo a poeira como se fosse vinho.

Textos





Um arco-íris que brota da montanha azulada.
uma chuva de colheres de prata,
os cacos de vidros reluzindo o medo
e a síndrome de pânico se espalha.

 
Daltonicamente conto os segundos
temendo que a praia me engula,
suspeitos por todos os lados,
olhares de estranhas criaturas.

 
Esse polvo não me prenderá
com nenhum tentáculo horripilante,
andarei até os confins dessa areia
para que o perto, fique mais distante.


Agora que estou distante de tudo,
é fácil fugir de todos os meus medos,
pessoas, fantasmas, feras, sombras,
jamais descobrirão meus segredos...

 
Estou voando para o outro lado...

 
Do abismo.
 
 

J B ROMANI

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Publicado em 06/01/2010 às 22h33


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